Pesquisadores utilizam drone para coletar dados de vulcão em atividade na Guatemala

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O vulcão de Fogo, situado a cerca de 50 quilômetros a oeste da capital da Guatemala, é o mais ativo dos 32 presentes no território do país. Pesquisadores das Universidades Bristol e Cambridge, utilizando modernos sensores, mediram temperatura, umidade e dados térmicos dentro das nuvens vulcânicas e capturaram imagens de múltiplas erupções em tempo real.

Esta foi uma das primeiras vezes que veículos aéreos não tripulados (UAVs) de asa fixa foram utilizados em um vulcão como o Fogo. O financiamento do Instituto Cabot ajudou a equipe a desenvolver tecnologias para possibilitar o voo destes equipamentos  próximo ao respiradouro da cúpula para medidas robustas de gás. Os UAVs voaram a uma distância de 8 km e mais de 3 km acima do local de lançamento.

A Dra. Emma Liu, vulcanologista do Departamento de Ciências da Terra em Cambridge, disse: “Esses sensores não só ajudam a entender as emissões dos vulcões, mas também podem ser usados no futuro para alertar as comunidades locais de erupções iminentes – especialmente se os vôos forem automatizados”.

Os drones também foram utilizados para mapear e entender a formação da topografia local. Assim, os dados capturados ajudarão a modelar as vias de fluxo e o impacto potencial de futuras erupções vulcânicas em assentamentos próximos.

No Brasil, Samuel Murphy, graduado na Universidade de Bristol e com Doutorado pela Unicamp, teve o monitoramento de vulcões através do sensoriamento remoto como tema central de sua tese. O objetivo do estudo foi desenvolver métodos para o monitoramento de vulcões utilizando imagens de satélite, com foco na detecção e quantificação de anomalias termais.

Segundo Murphy, ocorrem cerca de 60 erupções por ano no mundo e a maior parte dos vulcões ativos não conta com um monitoramento específico. Carlos Roberto de Souza Filho, orientador da tese, afirma que “a dificuldade de se obter informações em campo leva a grande maioria dos pesquisadores a optar pelo sensoriamento remoto. Não é preciso arriscar a vida…”

O sensoriamento remoto viabiliza o estudo das evoluções nas variações térmicas do vulcão, até o momento da erupção. “Com base nesses históricos, que correspondem à realidade da evolução térmica do edifício vulcânico, desenvolvemos modelos de predição para analisar o que deve acontecer num vulcão cujo comportamento não é bem conhecido”, comenta Souza Filho.

Esses estudos tornam possível entender o comportamento da atividade vulcânica, se antecipando às etapas que antecedem a erupção e desta forma, tornando possível salvar vidas e evitar danos econômicos.

O que é sensoriamento remoto

“Em ciência, sensoriamento remoto significa observar o nosso planeta usando sensores de observação muito acima do solo. Esses sensores podem ser câmeras que “enxergam” não somente a luz visível, mas também a radiação em outros comprimentos de onda como o infravermelho e as microondas, por exemplo.” Fonte: INPE

Post com colaboração

Esta publicação foi elaborada com a colaboração da autora Fabíola Gonçalves.

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Adriana Guedini

Adriana Guedini é graduada em Administração de Empresas, pós-graduanda em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com Certificação Profissional ANBIMA - Série 10 (CPA-10) para atuação em Mercado Financeiro e de Investimentos. Sua trajetória profissional é pautada por um histórico empreendedor e de destaque em multinacionais e empresas de grande porte nacionais. Nestas, atuou nas áreas de Finanças, Comercial e Recursos Humanos, adquirindo experiência e know-how em inovação e gestão de negócios. Aqui no IntoDrones tem o objetivo de produzir e compartilhar conteúdos sobre o mercado de drones e de áreas relacionadas para conscientização, estímulo e conhecimento geral, as quais fomentam o desenvolvimento dos setores.
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