Como perder o medo de voar com drones?

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Conheça dicas preciosas para iniciantes que estão entrando no mercado e começando a capturar imagens e dados aéreos

O mercado de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARPs), os famosos Drones, está crescendo em ritmo acelerado no Brasil e no mundo.  Iniciantes, geralmente tem medo de voar, e isso é muito normal uma vez que estamos falando de equipamento que podem custar milhares de reais. Somente o tempo e a prática trarão segurança aos pilotos. Algumas dicas podem ajudar nesse momento inicial, e a primeira delas é ter sempre em mente que eles podem ser potencialmente perigosos para pessoas e aeronaves tripuladas quando mal utilizados e por isso treinamento e qualificação são tão importantes. Cautela e cuidados com a segurança devem sempre acompanhar os seus voos!

Primeiros voos com drone

Nas suas primeiras aventuras no controle, é fundamental estar em um campo aberto, longe de pessoas e áreas habitadas. Uma dica muito interessante para quem voa um DJI é utilizar o “beginner mode”, que manterá o drone num raio de 30 metros de distância e a uma altura de de 20 metros em relação ao controle. Este modo também limitará a velocidade do seu drone. Após alguns voos neste modo, quando se sentir apto, você já pode desligá-lo e explorar um pouco mais as capacidades do seu equipamento, mas sempre atento as normas de segurança e limites estabelecidos pela legislação local.

Conhecer o local do voo

Mesmo que você esteja voando para testar as capacidades do seu drone e adquirir habilidade, é importante conhecer com antecedência o local escolhido para o voo. O Google Earth é uma ferramenta muito interessante nesse sentido e pode ajudá-lo a verificar possíveis dificuldades do terreno e a programar um voo em detalhes.

Obstáculos

O Phantom 4, aeronave mais consagrada da chinesa DJI, possui sensores (câmeras) na parte frontal para impedir uma colisão entre o seu drone e algum obstáculo. Mas muito cuidado, antes de confiar nesta tecnologia (o que na minha opinião nunca deve ser feito), é importante adquirir perícia para controlar o seu drone “na mão”, ou seja voar em ATTI, quando o sensor de satélites (GPS, Glonass e outros) do seu Phantom está desligado. Para adquirir esta experiência, é necessário voar diversas vezes em campo aberto para, somente depois de muitos voos, se sentir confiante e voar em locais mais desafiadores, entre árvores e objetos, por exemplo. Outra dica interessante é adquirir e instalar protetores de hélices, que ajudam a proteger contra danos em colisões mais leves.

Retorno automático

O “Returno to home” é um recurso presente em todos os drones da DJI, mas que deve ser utilizado somente em último caso. Se você precisar usá-lo, fique de olho em quando seu drones estiver retornando, pois ao parar sobre o local de decolagem, ele irá fazer o pouso verticalmente. Você pode retomar o controle pressionando novamente o botão “return to home” no seu controle e trazê-lo com os sticks. Isso é importante para evitar que ele encontre algum obstáculo na descida, como árvores e fios, pois devido à imprecisão do GPS (que ocorre para uso civil dos satélites, assim como o que nós estamos fazendo), é possível que isto aconteça.

Concentração total

O operador deve sempre estar focado na operação e na telemetria do drone (os dados em tempo real sobre a situação da aeronave). Portanto mantenha a concentração e tome cuidado com distrações, o que nos leva à próxima dica.

Cuidado com os curiosos

É extremamente importante que durante voos em locais com outras pessoas, mesmo que devidamente regulamentado, você tome cuidado com os curiosos. Para isso, tenha sempre um companheiro de voo, aquela pessoa que ficará sempre com os olhos no seu drone e que irá eventualmente conversar com algum curioso. Sempre que possível procure orientar sobre o uso do drone com segurança.

Conhecer o equipamento

O Phantom e todos os drones da DJI são muito seguros. Mas então, por que acidentes ainda acontecem?

Na grande maioria dos casos, por imperícia ou desconhecimento do operador. É fundamental conhecer todas as funções do seu equipamento e como ele irá responder em situações adversas, tais como vento forte, perda de visão sobre o drone, perda do link entre aeronave e controle, perda de imagem em tempo real, etc. Nesse casos o importante é permanecer calmo e pensar no que fazer em seguida.

O que achou das dicas? Existem outras bem importantes, que vou deixar para um próximo artigo. Deixe seus comentários e se tiver alguma dúvida, vou ficar feliz em ajudar, é só me mandar um e-mail.

Sobre a AKDRONE

A AKDrone Solutions é uma empresa com sede em Curitiba (PR) e foi idealizada pelo geógrafo Alexandre Scussel para oferecer um serviço diferenciado na captação de imagens aéreas para eventos, campanhas, mercado imobiliário, entre outros. Em vista da evolução da tecnologia e das capacidades dos Drones, a empresa também realiza captação de dados da superfície terrestre para fins de mapeamento, gerando ortomosaicos e modelos digitais. A AKDrone Solutions também oferece cursos de pilotagem e introdução à tecnologia dos Drones, a fim de atender uma demanda por capacitação de futuros operadores, atendendo os requisitos de segurança e legislação. A próxima edição do curso aberto à comunidade será realizada no dia 29 de julho de 2017, em Curitiba.

Mais informações:
www.akdrone.com.br
contato@akdrone.com.br
(41) 99955-2236

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Alexandre Scussel

Alexandre Scussel

Geógrafo (UFPR) e Técnico em Informática. Pós-graduado em Docência do Ensino Superior (FALEC) e mestrando em Tecnologia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Trabalhou como editor do Portal e Revista MundoGEO e como Coordenador Técnico de eventos presenciais e online. Fundador da empresa AKDrone Solutions, atualmente se dedica a pesquisa e a tecnologia Drones.
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Comentários

  • Rogerio Menta Monici

    O maior “perrengue” que passei foi quando sobrevoei um prédio e perdi o sinal do drone que deu RTH na hora. Porém havia fios de alta tensão na descida vertical do RTH. Panico total. Mas com calma, consegui dominar a maquina e trazê-la de volta, sã e salva!

    • Alexandre Scussel

      Já passei por isso também Rogério. Foi uma das minhas motivações para escrever e orientar sobre o RTH. Obrigado pela contribuição, Alexandre.

      • IntoDrones

        Aprove

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