Conhecimento da tecnologia aumenta aplicação de drones no campo

Ad Blocker Detectado

O nosso site está online graça à exibição de anúncios para os nossos visitantes. Apoie esta nova indústria desativando o seu bloqueador de anúncios Ad Blocker.

A agricultura é sem dúvida um dos maiores mercados do Brasil. O uso dos drones nesse setor, vem crescendo ano após ano em países como EUA e no Brasil não poderia ser diferente. Esses equipamentos vêm ganhando espaço à medida que o conhecimento a respeito da sua operacionalidade, e dos benefícios reais que estes podem agregar na gestão agrícola, vão sendo difundidos.

Pesquisa realizada durante um “dia de campo”, com 47 entrevistados, sobre qual tecnologia eles prentediam implentar (ASP-prestadoras de serviços em agricultura).

Nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisadores das Universidades de Maryland e Kentucky fizeram um levantamento que indicou um aumento na intenção de implementar a tecnologia dos drones, superior a outras já comumente utilizadas, como compra de novos implementos agrícolas. A pesquisa foi reliazada durante o An Annual Precision Agriculture Filed Day on the Delmarva, que é quando pesquisadores, produtores e prestadores de serviço têm a oportunidade de chegar mais perto das inovações do setor agrícola.

Esse dado demonstra que, somente a difusão do conhecimento dos benefícios dessa tecnologia irá propiciar que ela seja efetivamente implantada nas propriedades rurais. Como a maioria das tecnologias em ascensão, muito se fala no benefício final e pouco sobre como isso acontece. É importante deixar claro a relação entre a tecnologia e o benefício a ser alcançado. Nesse sentido dois pontos são fundamentais aos olhos do produtor: redução de custo e aumento de produtividade.

Para uma melhor compreensão, é preciso entender qual informação pode ser extraída dos dados coletados pelos drones. Um exemplo, seria a compra do drone ou contratação de um serviço epecializado, para realizar o monitoramento de pragas, doenças, problemas de fertilidade e controle de plantas daninhas, em que nesse caso os mapas gerados a partir do dados coletados pelos drones irão conter informações precisas do local e da extensão do problema.

A confecção desses mapas é possível porque, como explicado em artigo anterior, as imagens são geradas em resposta a reflexão da luz às diferentes superfícies. Dessa forma, plantas da mesma espécie, de modo geral, devem apresentar um mesmo padrão de refletância. Entretanto esse padrão se altera tanto pelos diferentes estádios de desenvolvimento da planta, como pela influência de diferentes fatores que atuam modificando a sua condição fisiológica, e são essas alterações, muitas vezes imperceptíveis aos olhos humanos em seus estágios iniciais, que possibilitam a identificação através dos mapas.

Os mapas produzidos refletem então o momento em que aquela imagem foi coletada e permitem ao produtor a tomada de decisão, ou seja, o que fazer com a informação. E é nesse ponto que efetivamente estão os dois pontos visados pelo agricultor redução de custo e aumento de produtividade.

Cultivo de beterraba. Áreas em amarelo e vermelho indicam presença de aphideos nas plantas. As faixas verdes indicam linhas com aspersores. Fonte: Drone Deploy.

De posse da informação da existência de um problema, da sua localização e da extensão deste, fica muito mais fácil intervir de forma localizada, o que reduz o custo com insumos e com mão de obra, somando-se a isso o fato de que a ação antecipada pode conter o avanço do problema, minimizando os danos, o que no final do ciclo pode representar um ganho em produção, ou ainda numa visão mais holística, torna possível um melhor planejamento do cultivo seguiente.

Os benefícios apontados só são possíveis, porque o tempo entre a coleta do dado e a geração do produto (mapa), leva apenas algumas horas ou mesmo em alguns minutos como demonstrado recentemente com  o Fieldscanner da Drone Deploy.

Se você encontrou um erro de ortografia, notifique-nos por favor, selecionando o texto e pressionando Ctrl + Enter.

Fabíola Gonçalves

Fabíola Gonçalves

Fabíola é Engenheira Agrônoma (CREA/RJ 2017105731) com doutorado em ciências pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Foi premiada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) pelas pesquisas realizadas ao longo do seu mestrado. Possui especialização em Gestão Ambiental pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro. Devido aos seus conhecimentos em fundamentos e aplicações do sensoriamento remoto e de processamento digital de imagens via satélite adquiridos durante o mestrado, ela tem se dedicado cada vez mais em buscar soluções utilizando dados oriundos dos Drones/RPAs/VANTs.
Fabíola Gonçalves

Receba nossas atualizações

Assine a nossa newsletter e receba conteúdos interessantes e atualizações direto no seu e-mail

Comentários

Relatório de erros de ortografia

O texto a seguir será enviado para nossos editores: