Drone acelera identificação de animais sob risco de morte no Tocantins

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Identificando em poucos minutos, o que demoraria dias, drone é responsável pelo monitoramento de 89 mil hectares e livra da morte botos de espécie recém descoberta, o Inia araguaiaensis.

O clima estava muito seco e vários rios do Tocantins quase desaparecendo, quando um grupo de botos ficou preso em uma das áreas mais rasas do rio, podendo morrer a qualquer momento.

Parecia apenas mais um dia no Parque do Cantão, em que Silvana Campello, Presidente do Instituto Araguaia,  acionou os motores do drone. Acompanhar a rotina do Parque em tempo real, tornou-se rápido e sem manter contato direto com a natureza, garantindo que o meio ambiente permaneça o mais intocável possível, comenta Silvana Campello. Antes, o monitoramento era feito com acesso direto da equipe nas áreas, a fim de se descobrir determinados problemas como caças ilegais, desmatamentos e acidentes naturais.

Rádio controle nas mãos, transmissão de imagem pronta e sobe o drone no Tocantins. Lá do alto, nota-se o zigue zague de terras e águas, formando pequenas lagoas rasas no Rio Formoso. À 5km de distância, Silvana relata que podia observar uma das secas mais fortes que já havia presenciado no Parque do Cantão e ali estava um grupo de botos sob risco de morte.

Nesse momento começa uma grande operação de emergência, uma força tarefa que não permitiria atrasos. Na estrada de chão árido, a poeira subia enquanto os carros passavam, trazendo uma equipe com 15 pessoas, entre elas George Georgiadis, Diretor de Pesquisas do Instituto. Essa espécie de boto já se encontra ameaçada, uma vez que sua taxa de reprodução é lenta, quando comparada às taxas de mortalidade da espécie. Essas são provocadas, sobretudo por pescadores que julgam esses bichinhos como danosos para suas redes de pesca ilegal, além dos desafios impostos pela mudança no meio ambiente, comenta George. Manter esses botos a salvo é uma luta diária e naquele dia, graças a rápida identificação do problema, não haveria mortes.

Pesando em média 160 Kg, os botos foram um a um resgatados e transferidos para uma área mais profunda do rio. No dia seguinte a mesma rotina: radio controle nas mãos, transmissão de imagem pronta e sobe o drone, consolidando o equipamento como o vigia oficial do Parque do Cantão.

A tecnologia, utilizada pelo Instituto Araguaia desde 2013,  já foi abraçada por outros Institutos, incluindo a WWF-Brasil. “São inegáveis os benefícios que os drones podem proporcionar e esperamos que essas ações os envolvendo, possam chamar a atenção para  a importância do uso de tecnologias como ferramenta de conservação”, avalia Marcelo Oliveira, especialista de conservação do programa Amazônia da WWF-Brasil.  

A WWF-Brasil, relata que em algumas atividades onde os custos giravam em torno de R$30.000,00, com o drone consegue diminuir para uma média de R$5.000,00. “Após aperfeiçoarmos nossos métodos de uso, é esperado que resultados em conservação ambiental que demoraram 10 anos para serem alcançados, consigamos atingir em apenas 2 anos”, relata Marcelo Oliveira.

Lá no Parque do Cantão, desde que a espécie foi descoberta em janeiro de 2014, foram identificados cerca de 1000 botos. “Se antes nosso maior desafio era o de evitar mortes, hoje ele já vem acompanhado pela expectativa de crescimento da população de botos do araguaia. Nosso aperfeiçoamento nas ações de monitoramento deram uma folga positiva e mesmo ainda havendo baixas ocorrências de morte na região, as reproduções ganharam maior tranquilidade para manter uma estabilidade”, conclui Silvana Campello.

Sobre o Instituto Araguaia

Missão do Instituto Araguaia de Proteção Ambiental

  • Contribuir para a preservação e conservação da biodiversidade e dos processos ecológicos contidos na região do Rio Araguaia, em especial na área do Parque Estadual do Cantão, seu entorno e sua área de influência;
  • Promover a realização e a divulgação de estudos que visem o aprofundamento do conhecimento científico sobre os ecossistemas componentes da bacia do Rio Araguaia;
  • Desenvolver e/ou apoiar atividades de conscientização ambiental, econômica e ambientalmente sustentáveis;
  • Promover a ação civil pública em defesa desses objetivos.

Acesse o site do Instituto Araguaia, aqui.

Sobre a WWF-Brasil

Princípios institucionais

1. O WWF-Brasil é uma ONG brasileira, participante de uma rede internacional e comprometida com a conservação da natureza dentro do contexto social e econômico brasileiro;

2. O WWF-Brasil age baseado em sólido conhecimento técnico-científico;

3. O WWF-Brasil identifica problemas de conservação, concebendo e implementando, geralmente com parceiros, projetos de caráter demonstrativo que apontam soluções para esses problemas;

4. O WWF-Brasil trabalha ativamente para que as soluções ou prioridades em termos de conservação sejam adotadas, gerando produtos para audiências específicas e articulando ações de políticas públicas a partir dos resultados obtidos em seus projetos ou diagnósticos;

5. O WWF-Brasil é comprometido com o fortalecimento do movimento ambientalista brasileiro e com o engajamento da sociedade na conservação da natureza;

6. O WWF-Brasil mantém uma ampla base social, que inclui seu quadro de afiliados, parceiros e doadores;

7. O WWF-Brasil é uma instituição ágil, que arrecada e administra seus recursos de forma eficaz e transparente.

Acesse o site do WWF-Brasil, aqui.

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Adriana Guedini

Adriana Guedini é graduada em Administração de Empresas, pós-graduanda em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com Certificação Profissional ANBIMA - Série 10 (CPA-10) para atuação em Mercado Financeiro e de Investimentos. Sua trajetória profissional é pautada por um histórico empreendedor e de destaque em multinacionais e empresas de grande porte nacionais. Nestas, atuou nas áreas de Finanças, Comercial e Recursos Humanos, adquirindo experiência e know-how em inovação e gestão de negócios. Aqui no IntoDrones tem o objetivo de produzir e compartilhar conteúdos sobre o mercado de drones e de áreas relacionadas para conscientização, estímulo e conhecimento geral, as quais fomentam o desenvolvimento dos setores.
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