Drones e Agricultura – Potenciais de Mercado

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Apontada como uma das dez tecnologias mais promissoras pelo World Economic Forum’s Meta-Council on Emerging Technologies, os drones estão ganhado cada vez mais espaço em todos os setores de mercado com as mais diversas aplicabilidades.

O crescimento do mercado de consumo de drones na indústria global, segundo a empresa americana Grand View Research, deve-se a evolução de tecnologias inovadoras que tornam essas aeronaves não tripuladas mais seguras. A PWC (PricewaterhouseCoopers), avaliaram o potencial do mercado global de serviços utilizaria a tecnologia associada aos drones, em mais de 127 bilhões de dólares. Desses, $45,2 viriam do setor de infraestrutura,  $32,4 do agronegócio, $ 13 do setor de transportes, $ 10 da Segurança pública/privada, $ 8,8 de mídias e entretenimento, $ 6,8 de seguros, $ 6,3 de telecomunicações e $ 4,4 da área de mineração.

Ainda segundo a PWC, a aplicação dessas tecnologias por indústrias que já atuam no mercado, esta possibilitando  a criação de novos modelos operacionais e de negócios para elas.

Indústrias diferentes, possuem necessidades diferentes, e como consequência requerem diferentes tipos de soluções e funcionalidades dos drones. Enquanto algumas indústrias, valorizam a velocidade de voo e a capacidade de carga útil, outras, por exemplo, desejam obter soluções que forneçam dados em tempo real, de alta qualidade e de forma econômica.

No setor agrícola, os drones já vem sendo utilizados a algum tempo para simples monitoramento de colheitas, com o uso do sistema GPS e uma câmera acoplada ao drone. Entretanto, atualmente, sabe-se que o potencial dessa tecnologia é muito maior, podendo ser empregada em muitas outras aplicações relacionadas à agricultura.

O Brasil é um país com forte vocação agrícola, e de acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento da Europa), alcançará a liderança das exportações nesse setor até 2024. Em 2015, mesmo em meio à crise enfrentada pelo país, o PIB da agropecuária cresceu 1,8% , em meio a quedas de 6,2% na indústria e 2,7% em serviços. A então Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, atribuiu o bom desempenho do setor, como resultado de investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação.

As inovações decorrentes da pesquisa e da adoção de novas tecnologias agrícolas foram os fatores que colocaram o país a frente de competidores internacionais. O uso de drones na agricultura, se dá em vários momentos, sendo, de maneira geral, utilizado para o monitoramento da lavoura (do plantio a colheita).

Os drones permitem realizar um acompanhamento metro a metro das lavouras, possibilitando uma ação localizada, tratando cada área conforme a necessidade. Com uso desses equipamentos, ganha-se tempo e a possibilidade de se reduzir os custos de produção. São muitas as formas que os drones podem contribuir para aumentar a eficiência na gestão de uma propriedade e de seus cultivos.

A aplicação de agrotóxicos em quantidades e locais bem definidos, é um dos benefícios alcançado pelo uso dos mapas de resposta da cultura. A ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) em 2012, publicou um dossiê em que o Brasil foi apontado como o país que mais usa agrotóxicos no mundo. Este dossiê aponta que na safra de 2011 foram plantados 71 milhões de hectares entre lavoura temporária (soja, milho, cana e algodão) e permanente (café, cítricos, frutas, eucaliptos), o que corresponde a 853 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados nessas lavouras, o que dá 4,5 litros de agrotóxicos por habitante. Não bastasse o risco à saúde de trabalhadores e consumidores, ainda existe o risco da contaminação ambiental, em especial da água, uma vez que dados do IBGE, indicaram que 72% das incidências de poluição em mananciais superficiais, 54% em poços profundos e 60% em poços rasos, são decorrentes da poluição por meio de esgoto, destinação inadequada do lixo e por resíduos de agrotóxicos.

Dessa forma é possível se ter uma ideia do quão vasto é o setor agrícola, e do tamanho do mercado que estamos falando. As formas de atuação apenas dentro desse nicho, são inúmeras e por isso quem deseja empreender na área precisa de mais do que o desejo de abrir um negócio, é preciso entender o todo e estar disposto a investir em qualificação.

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Adriana Guedini

Adriana Guedini é graduada em Administração de Empresas, pós-graduanda em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com Certificação Profissional ANBIMA - Série 10 (CPA-10) para atuação em Mercado Financeiro e de Investimentos. Sua trajetória profissional é pautada por um histórico empreendedor e de destaque em multinacionais e empresas de grande porte nacionais. Nestas, atuou nas áreas de Finanças, Comercial e Recursos Humanos, adquirindo experiência e know-how em inovação e gestão de negócios. Aqui no IntoDrones tem o objetivo de produzir e compartilhar conteúdos sobre o mercado de drones e de áreas relacionadas para conscientização, estímulo e conhecimento geral, as quais fomentam o desenvolvimento dos setores.
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Comentários

  • Rodrigo Oliveira

    Adriana, estou impressionado com a qualidade dos posts e a riqueza de conteúdo que você tem empregado à eles. Já era hora de alguém começar a produzir conteúdo nesse patamar aqui no Brasil.
    Se continuar assim vocês vão acabar com a necessidade que temos hoje de buscar informações nos sites gringos.
    Parabéns à voce e a @intodrones pela iniciativa e, por favor, continuem nesse caminho. A comunidade brasileira de drones agradece.

    • Adriana Guedini

      Muito obrigada, Rodrigo! É um incentivo muito grande ter esse retorno da parte do leitor. Esperamos corresponder a cada dia com as necessidades do setor e estimular sucessos!

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