Mais de 800 mil usuários de drones já se cadastraram nos EUA

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Menos de um ano após liberação das normas para uso de drones nos EUA, o país tem grande adesão de usuários ao registro para cumprimento das normas.

Doug Johnson, vice-presidente da Associação de Tecnologia do Consumidor (CTA) e membro da FAA (Federal Aviation Administration), declara que:

Como membro da força tarefa de registro da FAA, acreditamos que o sistema de registro serve a um propósito na segurança da aviação. O mercado e os consumidores responderam favoravelmente ao registro, com mais de 820 mil operadores registrados hoje, incluindo mais de 745 mil amadores.

A CTA (Consumer Technology Association), projeta que os EUA alcançarão um milhão de vôos de drone por dia nos próximos 20 anos. O país também espera que através da tecnologia, surjam mais de 100.000 empregos nos próximos dez anos.

Contudo, assim como no Brasil, por lá também existem aqueles que defendem a necessidade de novos reajustes nas normas, de forma que se estabeleça um equilíbrio regulamentar adequado entre inovação e segurança. Associações como a CTA e a Consumer Electronics Association (CEA), defendem que “as regras iniciais propostas são apenas o estágio de decolagem em direção às regras finais necessárias”.

Entre as pautas para ajustes nas normas, está a flexibilização para permitir mais operações à noite e além da linha de visão. Outro ponto importante de discussão tem sido sobre a possibilidade do uso de drones para realizar entregas. Segundo Gary Shapiro, presidente e CEO da Consumer Technology Association (CTA):

“Os americanos recebem cerca de seis bilhões de entregas de pacotes por ano, cada pacote pesando uma média três quilos. Os drones também podem ser integrados de forma segura em nosso sistema de transporte e, assim, reduzir o tráfego, o congestionamento e as emissões poluentes. Isso não melhoraria apenas os nossos deslocamentos – também cortaria o consumo de combustível da nossa nação o que reduziria nossa emissão de carbono.

Nota-se, através do cenário, que os usuários do país estão buscando por melhorias nas normas, mas não deixam de aderir às exigências atuais, que por sinal se assemelham em diversos pontos com as normas brasileiras. Situações como voar próximo de pessoas ou acima de 120m sem autorização, também não são permitidas, por exemplo. Aqui no Brasil, de dezembro de 2016 à 19 de maio de 2017, o DECEA atendeu 1685 pedidos de autorização para voos. Números bem distantes dos americanos.

Este notório equilíbrio nos EUA, entre a adesão às normas X ações por melhorias, é um bom caminho a ser seguido, pois colabora positivamente com o amadurecimento do mercado. Este, por sua vez, continua em alta e as expectativas futuras são ainda mais animadoras. Por isso, sobretudo os usuários que almejam posições de destaque nas atuações profissionais, são estimulados a se adequarem nos padrões para operações com drones.

Como mostra este gráfico do Statista, as vendas de drones de consumo nos EUA aumentaram acentuadamente nos últimos anos e espera-se que continuem crescendo. A Consumer Technology Association prevê que as vendas de drones ultrapassem a marca de US $ 1 bilhão em 2017, enquanto a Gartner espera que as vendas globais de drones pessoais cresçam de US $ 1,7 bilhão para US $ 2,36 bilhões em 2017.

Sendo assim, podemos esperar que um equilíbrio saudável entre normas adequadas, usuários conscientes e muito empreendedorismo, certamente nos levarão à posições onde o céu literalmente é o limite.

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Adriana Guedini

Adriana Guedini é graduada em Administração de Empresas, pós-graduanda em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com Certificação Profissional ANBIMA - Série 10 (CPA-10) para atuação em Mercado Financeiro e de Investimentos. Sua trajetória profissional é pautada por um histórico empreendedor e de destaque em multinacionais e empresas de grande porte nacionais. Nestas, atuou nas áreas de Finanças, Comercial e Recursos Humanos, adquirindo experiência e know-how em inovação e gestão de negócios. Aqui no IntoDrones tem o objetivo de produzir e compartilhar conteúdos sobre o mercado de drones e de áreas relacionadas para conscientização, estímulo e conhecimento geral, as quais fomentam o desenvolvimento dos setores.
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